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Moraes nos representa

José Cezar Martins

Empresário, sociólogo, do movimento "Derrubando Muros"

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Há pouco mais de um ano, um cidadão americano chamado Michael Shellenberger, um extremista notório, veio ao Brasil para atacar nossa Suprema Corte. Fez um tour que começou no RS, ciceroneado pelo “fascista em compotas” Michel van Hatten, e depois foi trocando de cicerone, do Bananinha até o Chupetinha.
A cada parceria, se multiplicaram os achaques contra nossa soberania.
Nada foi feito.

Quando o 03 anunciou que estava se mudando para os EUA, ele não negou que ia para ficar mais perto de Trump e fazer lobby contra as autoridades brasileiras.
Nada foi feito.

Agora, lendo a sentença, há a indicação de fatos que violam a decisão anterior, o que evidencia um desafio direto de Bolsonaro à autoridade judicial. E o juiz designado tomou a decisão que lhe cabe.
Agora, sim, foi feito o que já deveria ter sido feito.

É ruim para a democracia? Claro que é. Um ex-presidente preso por violar a lei e desafiar a autoridade por estar em desacordo com ela é ruim.
Mas aceitar a chantagem é o quê?
Será que a famigerada negligência na aplicação da lei não é pior?
Melhor seria que tivéssemos um ex-presidente, pelo menos mentalmente sadio, mas temos um psicopata. E ele precisou ser contido, em conformidade com a lei que ele conhece, assim como conhecia os resultados que colheria com as provocações cometidas. Tudo de modo pensado e intencional, é muito evidente.

Não endosso ministros do Supremo quando os vejo em convescotes injustificados. Não me satisfaço quando ouço sobre parentes, amigos e escritórios amigos. Que se apure e se puna.

Mas não tenho como deixar de me solidarizar quando vejo um deles honrar a toga e não recuar diante do assalto que sofreu.
Se queremos uma democracia funcional, penso que devemos sopesar, inclusive, a participação das emoções nesse episódio. São humanas.

Mas é sobre-humana a coragem que o ministro Alexandre de Moraes tem mostrado.
Se pudermos ajudar a reduzir a temperatura, ajudemos. É desejável. Mas desde que isso não implique em esperar do Ministro que tenha mais parcimônia com delinquentes. Desde que a lei siga sendo a única baliza que mantém a coluna do Ministro ereta.
Moraes me representa.

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