Artigo

Artigos Recentes

Juventude, redes sociais e democracia

Jennifer Azambuja de Morais

Professora do PPG em Ciência Política da UFRGS

Compartilhe este texto

Vivemos em uma sociedade em rede, conforme já postulava Castells (2003), pois a internet é um meio de comunicação que permite, pela primeira vez, a comunicação de muitos com muitos, sobre o qual se baseia esta nova forma de sociedade. Podemos afirmar que, em sua curta trajetória, a internet se revelou como um fator responsável por uma mudança na sociedade, tanto na comunicação e armazenamento de informações como na interação social.

Ou seja, somos uma sociedade conectada. A internet, para além dessas funções, também contribui para a formação de redes sociais que se materializam em comunidades virtuais. No caso dos jovens, que são nativos digitais (PRENSKY, 2006), isso é mais marcante, uma vez que essa faixa etária é extremamente interativa, com muita facilidade de se apropriar de novas tecnologias e novos espaços de interação virtual. Neste sentido, apesar da universalidade de acesso da televisão, a internet torna-se uma mídia com rápida expansão entre os jovens, e, da mesma forma que a televisão, pode promover a identidade cultural dos jovens, contribuindo para o processo de construção de valores sociais.

Com isso surge o questionamento sobre a contribuição da internet e das redes sociais para a democracia, um debate que está longe de ser resolvido, pois estamos recém vivendo os primeiros impactos destas novas tecnologias. Podemos afirmar que as redes sociais são agentes socializadores e podem ser boas ferramentas para engajamento político, porém não podemos afirmar se seus efeitos são mais democráticos ou mais antidemocráticos. Não sabemos nem se somos capazes de viver como uma sociedade em rede que forma laços sociais que corroboram com a criação de comunidades virtuais, pois isso depende em boa medida dos valores e crenças políticos de cada sociedade.

Vamos trazer para esta reflexão alguns aspectos que devem ser considerados quando estamos analisando a relação entre redes sociais e a democracia, especialmente com o público jovem. Começamos com o debate sobre os efeitos da internet no engajamento político. Seguiremos com uso das redes sociais por líderes autoritários. Por fim, traremos alguns dados sobre relacionando juventude e internet.

 

A internet fortalece ou corrói o engajamento político?

 

Questionar se a internet fortalece ou corrói o engajamento político parte dos diferentes fenômenos mundiais que estamos vivenciando desde a Primavera Árabe em 2010, no Oriente Médio e no Norte da África, até as eleições de líderes de extrema direita nos EUA, com o Donald Trump em 2016, e no Brasil, com Jair Bolsonaro em 2018. Tanto vivenciamos a capacidade de engajamento das redes sociais, com as manifestações populares pelo mundo, quanto a corrosão do engajamento democrático com as eleições de líderes populistas de extrema direita. Neste último caso, é mais contraditória a capacidade da internet e das redes sociais, pois vimos um forte engajamento de militantes, mas sem valores democráticos que atacam a todo momento as instituições e os valores democráticos.

Teoricamente, na ciência política, podemos apresentar duas análises sobre os efeitos dos meios de comunicação, em especial da internet: efeitos negativos e teoria da mobilização. A primeira teoria, dos efeitos negativos (PATTERSON, 1998 e 2000; PUTNAM, 1995), trabalha com a perspectiva que a interferência se dá de forma negativa no aprendizado dos assuntos públicos, diminuindo a confiança no governo e na participação política. A segunda teoria, a teoria da mobilização (NORRIS, 1999 e 2000; NEWTON, 1999; MATOS, 2007), acredita no poder de mobilização política das mídias.

Um dos estudos que respalda com a teoria dos efeitos negativos é o de Putnam (2002), o artigo “Tuning in, tuning out: the strange disappearance of social capital in America”. O autor traz a televisão como a principal responsável, em especial o consumo de entretenimento, pela degradação do capital social nos Estados Unidos. Seu argumento é de que a televisão destruiu o capital social, à medida que substituiu as atividades sociais e de lazer fora de casa, além de ser responsável por uma visão mais cínica em relação à democracia. Segundo o autor, cada hora adicional assistindo televisão significa uma redução de 10%, aproximadamente, na maioria das formas de ativismo cívico. Para além da TV, Putnam também aponta a internet como maléfica para o engajamento cívico. Nesse sentido, as novas tecnologias também estariam ocasionando mudanças em alguns aspectos da política nos países democráticos, principalmente, nas campanhas políticas e captação de recursos.

Como alternativa a estas perspectivas negativas, tem-se a teoria da mobilização. Nesta perspectiva, Norris (2000) trabalha com a lógica de que estes novos espaços de interação e de notícias estimulam o engajamento, a partir da confiança institucional e da participação política.

Porém, com os fenômenos vivenciados pelo mundo nos últimos anos, não parece caber esta dicotomia entre efeito positivo e negativo, mas sim uma relação mais complexa que envolve entender emissor, mensagem e receptor. Vamos focar no caso brasileiro, e analisarmos duas situações distintas: as manifestações de Junho de 2013 e as eleições de 2018. Nas manifestações de rua, claramente se vislumbrou o uso das redes sociais como alternativa aos meios de comunicação tradicionais, com o intuito de engajar as pessoas na luta por melhorias. Com o passar das primeiras manifestações, vimos a utilização destas como espaço para estimular discursos de antipolítica que acabaram culminando no impeachment da presidenta Dilma em 2016. Então, um determinado grupo de interesse conseguiu se apropriar do momento como emissor, para transmissão de mensagens contra as instituições políticas e os valores morais da sociedade. O que levou a atitudes e comportamentos antipolítica de uma boa parcela da sociedade brasileira.

Com estes discursos de antipolítica, antipetismo e de ódio, chegamos nas eleições de 2018, com grupos de extrema direita utilizando as redes sociais para uma forte campanha baseada nos medos da sociedade (segurança, família, valores morais…). O uso das redes sociais por estes grupos é claro o uso de fake news, de robôs e da criação de bolhas de filtro, que retroalimentam as crenças e os valores antidemocráticos dos participantes.

Destas duas situações está surgindo, especialmente com a má administração do presidente em relação à Covid-19, um movimento contrário a extrema direita, com manifestações de rua, denominadas de Primavera Democrática. Que ainda não sabemos quais serão os resultados.

Então ao focarmos no nosso país, no qual o contexto histórico é marcado por desigualdades sociais e econômicas e o contexto cultural por práticas de clientelismo, personalismo, patrimonialismo e individualismo, a internet parece estar protagonizando efeitos positivos e negativos, ao mesmo tempo, na estruturação de culturas políticas juvenis. No lado positivo, percebe-se a ampliação dos espaços para mobilização, enquanto no lado negativo, constata-se o estímulo de sentimentos de ódio e intolerância às opiniões divergentes.

Uma análise direta sobre o momento atual do país, em que estamos vivendo uma crise política com fortes ataques às instituições e aos valores democráticos, as redes sociais têm um papel fundamental para afirmarmos que há uma corrosão do engajamento democrático. Porém, as mudanças também podem surgir das redes sociais. Ou seja, a internet e as redes sociais em si não fortalecem ou corroem o engajamento. Apesar de serem excelentes ferramentas para sociedade e para política, seus efeitos dependentes dos grupos de interesse que estão usando e dos valores e crenças da sociedade.

 

O uso das redes sociais por líderes autoritários

 

Os efeitos da internet e das redes sociais dependem de como estas são usadas.  Quando vemos as vitórias de líderes autoritários, como Trump e Bolsonaro, que usaram as redes sociais para suas campanhas, automaticamente culpabilizamos estas ferramentas. Isto porque estas ajudam a espalhar o comportamento autoritário através da desinformação e criação de bolhas de filtro.

Para entender por quê, vale a pena dividir o uso que um político faz das redes sociais em dois tipos básicos: uso normal e abuso. O uso normal é simplesmente uma extensão online de táticas típicas de campanha democrática: pagar por anúncios que espalham sua mensagem ou enviar um vídeo de campanha. O abuso envolve a disseminação deliberada de informações falsas, tentativas de minar a fé na realidade estabelecida, trollagem e assédio.

O uso normal das redes sociais pode ser igualmente útil para todos os políticos, independentemente da sua posição ideológica. Mas o uso negativo, como nas campanhas do Trump e do Bolsonaro, tem vantagens intrínsecas com as facções políticas antidemocráticas sobre seus oponentes.

É importante ressaltar que a desinformação não é necessariamente uma garantia de vitória nas eleições. Podemos afirmar que o abuso das redes sociais ajudou Trump e Bolsonaro, mas a extensão não está muito clara. Mas este abuso pode ter efeitos corrosivos sobre a democracia. Os autoritários não vencem apenas por espalhar sua própria mensagem; eles ganham explorando as condições sob as quais os cidadãos se tornam indiferentes às instituições democráticas ou ativamente hostis a elas. Ao trabalhar para aumentar a apatia política e minar a confiança nas instituições estabelecidas, os partidos de extrema direita se fortalecem às custas dos partidos tradicionais.

O abuso da mídia social pode ser usado para inflamar essas tensões – em essência, fornecendo oxigênio para as tendências sociais subjacentes que produziram autoritários de extrema direita em primeiro lugar. Quando notícias falsas estão circulando, não importa quem as esteja divulgando, as pessoas perdem a fé na confiabilidade de suas instituições sociais ou talvez até na própria ideia de verdade na política. A disseminação dessa atitude beneficia desproporcionalmente as facções autoritárias nas eleições e enfraquece as democráticas. Além disso, a extrema direita se beneficia por alimentar as divisões sociais: nós somos os bons e eles são os maus. Fazendo com que eles pareçam assustadores e perigosos, o que desperta o medo e o ódio contra as minorias.

A facilidade com que rumores e informações falsas podem ser espalhados nas redes sociais e a dificuldade intrínseca em desmascarar essas ideias uma vez que elas estão lá fora, as tornam as plataformas ideais para espalhar mensagens demagógicas. Você pode abusar destas ferramentas para demonizar grupos externos, mas é muito mais difícil fazer isso para melhorar suas imagens com o público. Os políticos pró-democracia são muito menos propensos a se beneficiar desses tipos de mensagens. Seus principais apoiadores têm muito mais probabilidade de manter compromissos democráticos básicos com a igualdade e a liberdade e, portanto, perderão em vez de ganhar apoio alimentando o preconceito. Quanto mais raiva houver por aí, melhor serão as forças antidemocráticas.

Por compreender um pouco melhor as possibilidades de uso, as redes sociais neste momento estão sendo mais usadas para dividir do que unir, pelo menos quando se trata de política. O excesso de informações, impossível de classificar para o cidadão comum, abala a compreensão do mundo pelas pessoas e faz com que elas voltem aos seus próprios preconceitos. Neste sentido, a internet e as redes sociais estão, neste momento, favorecendo mais os autoritários.

 

Juventude e internet

 

As novas tecnologias estão frequentemente associadas com a mudança cultural, em especial entre as crianças e os adolescentes. Os jovens são inundados pelo desconhecido, com isso os potenciais negativos e positivos desse contato criam novas ambiguidades, complexidades, medos e expectativas que podem desencadear uma mudança social (Venkatesh e Vitalari, 1985). A revolução digital, a internet e as redes sociais além de provocarem essas mudanças, podem também criar inversões significativas na hierarquia de conhecimento pai-filho e aluno-professor (Grossbart, 2002; ANDERSON e MCCABE, 2012). Pela primeira vez em muitas famílias, os jovens podem ter mais experiência do que os pais sobre uma inovação que é central para a sociedade: a internet.

A partir disto, nos questionamos: a internet e as redes sociais impactam na internalização de valores políticos nos jovens? como os jovens usam estas tecnologias? Pois sabemos que nossos jovens são nativos digitais, por consequência estão se socializando através da internet. Especialmente, porque estes estão inconformados com a política tradicional, que gera uma busca pela superação desta através de novos meios, no caso a internet. Com isso, infere-se que as novas tecnologias podem impactar no processo de socialização política dos jovens, através de novas formas de intercâmbio social, tais como mensagens instantâneas, redes sociais e salas de chat. Ou seja, a internet oferece um espaço alternativo e inovador para a socialização política e serve como um agente de influência em um contexto interativo, no qual o desenvolvimento da identidade ganha espaço.

Para responder aos questionamentos, vamos apresentar alguns dados da pesquisa “Democracia, mídias e capital social: Um estudo comparativo de socialização política dos jovens no Sul do Brasil”, realizada pelo Núcleo de Pesquisa sobre América Latina (NUPESAL-UFRGS), realizada em 2015/2016 com jovens do ensino médio de 13 a 24 anos, de escolas públicas e privadas das três capitais do Sul do Brasil: Porto Alegre/RS, Florianópolis/SC e Curitiba/PR.

Primeiro, conforme os dados do Gráfico 1 e 2, os jovens utilizam mais a internet como meio e comunicação e para se informar sobre assuntos políticos.

 

Gráfico 1 – Média de horas por dia/dias por semana de uso dos meios de comunicação

n POA = 626 ; n FLO = 542 ; n CUR = 708

Fonte: NUPESAL, 2015 e 2016.

 

Gráfico 2 – Informa-se para saber mais sobre assuntos políticos (%)

n POA = 645 ; n FLO = 551 ; n CUR = 747

Fonte: NUPESAL, 2015 e 2016.

 

E, conforme os dados da Tabela 1, percebemos que a internet e as redes sociais são agentes socializadores, e são a segunda instituição mais procurada, após a família.

 

Tabela 1 – Na hora de formar uma opinião sobre assuntos políticos, qual é a primeira e a segunda instituição mais importante (%)

Porto Alegre Florianópolis Curitiba
1º lugar 2º lugar 1º lugar 2º lugar 1º lugar 2º lugar
Família 39 15 44 16 38 14
Igreja 3 5 2 5 3 8
Escola 18 16 18 20 18 17
Amizades 4 13 3 11 2 7
Televisão 7 10 6 12 13 16
Rádio 0 3 0 3 2 4
Jornal impresso/Revista 7 13 5 8 8 10
Internet/Redes sociais 22 25 22 26 17 23
Total 100 100 100 100 100 100

n POA = 586 ; n FLO = 514 ; n CUR = 718

Fonte: NUPESAL, 2015 e 2016.

 

Conforme os dados apresentados, afirmamos que a internet e as redes sociais impactam sim na internalização de valores políticos por parte dos jovens. Segundo estudos de Baquero e Morais (2020) e Morais (2021), este impacto, infelizmente, ainda é no sentido de manter os mesmos valores das gerações anteriores: afastamento da política, desinteresse por assuntos políticos, desconfiança nas instituições políticas e baixa participação institucional. No entanto, os autores ressaltam que estes dados são relacionados a este curto espaço de tempo do surgimento da internet, mas que podem ser diferentes em médio e longo prazo. E estes resultados ainda não são otimistas, especialmente pela forma como os jovens utilizam estas ferramentas, conforme o Gráfico 3.

 

Gráfico 3 – Motivação do uso da internet (%)

n POA = 632 ; n FLO = 548 ; n CUR = 727

Fonte: NUPESAL, 2015 e 2016.

 

Os jovens usam a internet como ferramenta de entretenimento, mais do que para informação. Por isso, ainda não podemos saber o real potencial destas ferramentas com os jovens, é necessária uma educação midiática para o entendimento de como utilizar de forma adequada a internet.

Porém, com estes dados, podemos ressaltar a importância que estas ferramentas tem na política, especialmente ao fazerem parte do processo de socialização dos jovens. Nesse sentido, mesmo que a internet parece nesse momento mais negativa para democracia, necessitamos cobrar políticas públicas que mudem esta relação. Pois os jovens são o potencial de transformação de uma crise, e somados ao bom uso da internet, os efeitos em relação ao sistema político podem ser mais positivos.

 

Algumas reflexões

 

Em primeiro lugar, não podemos negar a importância que a internet e as redes sociais ocupam na sociedade moderna, independentemente, se sabemos ou não viver como uma sociedade em rede, criar laços e comunidades virtuais. Em segundo lugar, ainda não podemos afirmar se as redes sociais são mais democráticas ou antidemocráticas, pois ela tem sido usada de diferentes formas, gerando diferentes resultados. Porém, neste momento, está favorecendo os líderes autoritários. E, em terceiro lugar, mas não por fim, os jovens estão se socializando pela internet e os efeitos disso devem ser monitorados.

O cenário brasileiro atual é de crise política, com ataques constantes à democracia. As redes sociais colaboraram para a ascensão de um líder de extrema direita, especialmente com a rápida propagação de fake news, a possibilidade de utilização de robôs e a criação de bolhas de filtro. Estamos vivenciando o compartilhamento de verdades criadas, de realidades sociais inventadas e o fortalecimento do negacionismo. Porém é muito simplista responsabilizar unicamente a internet e as redes sociais. O Brasil é um país fortemente marcado pela desigualdade social, por uma cultura política apática, pela polarização e, ao mesmo tempo, fragmentação dos partidos políticos e pela transição a um sistema democrático sem a internalização de valores democráticos por parte dos cidadãos. O medo e a insegurança sobre o futuro, infelizmente, abrem espaços para discursos de ódio e de antipolítica, que são facilmente disseminados nas redes sociais. Que acabam resultando neste cenário atual de crise política.

 

Referências

ANDERSON, Laurel; MCCABE, Debora. A Coconstructed World: Adolescent Self-Socialization on the Internet. Journal of Public Policy & Marketing, v. 31, n. 2, p. 240-253, 2012.

BAQUERO, Marcello; MORAIS, Jennifer Azambuja de. Is the construction of a new youth political culture underway?. In: BAQUERO, Marcello (org.). The youth and the challenges for building democracy in Brazil. Porto Alegre: Escritos, 2020, p. 15-56.

 

CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

GROSSBART, Sanford; HUGHES, Stephanie; PRYOR, Susie. YOST, Amber. Socialization Aspects of Parents, Children, and the Internet. Advances in Consumer Research, v. 29, p. 66-70, 2002.

MATOS, Heloiza. Capital social, Internet e TV: Controvérsias. Organicom, ano 5, n. 8, p. 24-35, 2007.

MORAIS, Jennifer. Internet, cultura política e juventude no Brasil. Curitiba, Editora Appris. 2021.

NEWTON, Kenneth. Mass media effects: mobilization or media malaise? British Journal of Political Science, v. 29, n. 4, 1999.

NORRIS, Pippa et al. On Message: communicating the campaign. London/Thousand Oaks/New Dehli: Sage, 1999

NORRIS, Pippa. A Virtuous Circle: political communications in post-industrial democracies. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.

NUPESAL. Núcleo de Pesquisa sobre a América Latina. Banco de dados: Democracia, mídias e capital social: Um estudo comparativo de socialização política dos jovens no Sul do Brasil. 2015/2016.

PATTERSON, Thomas. Time and News: the media’s limitations as an instrument of Democracy”. International Political Science Review, v. 19, n. 1, 1998.

PATTERSON, Thomas. The Mass Media Election: how Americans choose their President. New York: Praeger, 2000.

PRENSKY, Marc. Digital game‐based learning: practical ideas for the application of digital game‐based learning. St. Paul, MN: Paragon House, 2006.

PUTNAM, Robert. Tuning in, Tuning out: the strange disappearance of social capital in America. PS – Political Science and Politics XXVIII, v. 4, 1995.

PUTNAM, Robert. Solo en la bolera. Colapso y surgimiento de la comunidad norte-americana. Barcelona: Galáxia Gutemberg, 2002.

Venkatesh, Alladi; Vitalari, Nicholas. Households and Technology; The Case of Home Computers B Some Conceptual and Theoretical Issues. In: Roberts, M.S.; Wortzel, L. (org.). Marketing to the Changing Household. Cambridge, MA: Ballinger Publishing, 1985. p. 187-203.